Segundo

Mirem, foto e trecho da matéria do Barranqueiro Roger Lerina
publicado no Segundo Caderno da Zero Hora em 01/04/13.


“Neste ano, o mote proposto foi “descendência” – 30 canções foram inscritas, sendo 27 apresentadas no palco montado sob um galpão. A vencedora foi Semente, interpretada pelo cantor, compositor e violonista Mário Barbará, veterano de 27 edições de Barranca, e pelo violonista Apparicio Silva Rillo Neto. Como nas tertúlias que se realizam espontaneamente nos quatro dias entre as barracas e no palco, a gincana para compor um tema em apenas um dia promove parcerias que ultrapassam diferenças de idade, de estilo e de origem. Calejados barranqueiros como o cantor, compositor e gaiteiro Luiz Carlos Borges – detentor do recorde de 37 horas tocando sem parar em uma edição passada do festival – e o fenômeno do violão Yamandu Costa tocaram na cidade de lona ao lado de novatos como o músico argentino Pablo Grinjot.

– Isto aqui é uma coisa inacreditável – disse o portenho, entusiasmado com o Woodstock gaudério.

Já definida pelo compositor e poeta Sergio “Jacaré” Metz como “um comício de espíritos”, a Barranca segue fiel à ideia congregadora de seus fundadores.

– Foi uma das melhores edições dos últimos anos, em que as pessoas puderam estar mais próximas do abraço. Foi uma Barranca mais humana – resumiu o Angüera Marco Antônio Loguércio.

OS VENCEDORES:
> Troféu Apparicio Silva Rillo (primeiro lugar) e Troféu Sergio “Jacaré” Metz (melhor letra): Semente, de José Fernando Gonzalez e Mário Barbará
> Segundo lugar: Outros no Mesmo Lugar, de Rafael Ovídio, Zelito e Pirisca Grecco
> Terceiro lugar: Los Mesmos, de Carlos Cachoeira e Chicão Dornelles
> Troféu Quá Quá (música humorística): De Sepé Até a Barranca, de Elton Saldanha, Tadeu Martins e José Atanásio Borges Pinto”


Acima, a Banda da Portelinha que defendeu três temas nesta 42ª Barranca:
Cabo Déco, Tulio, Ultra, Pablo, Pedro Rimas, Zelito, Lukeko, Bebé, Pirisca y Tejera.

Abaixo, a LETRA da composição classificada em 2º Lugar:

OUTROS NO MESMO LUGAR
(Cabo Déco/Zelito/Pirisca)

“Arvore de boa raiz
O fio do tempo não tomba…
Nos galhos – traços de filhos –
Na anatomia da sombra…

Gota de sangue nas folhas
– Gene de terna esperança –
Fica o rascunho do avô
No rosto da bela criança…

Na silhueta da vida
Segue a sombra do pai
E o som de sábios conselhos
Que o tempo não cala…jamais !!!

Nos ditados do mundo
A fruta cai perto do pé…
Seja em Londres, Florença,
Veneza ou no M’Bororé…

Nas artérias das copas
Galhos hão de brotar.
Sombra de pai para filho…
Outros no mesmo lugar”

Nos links abaixo, outros Posts sobre o Festival da Barranca:

https://pirisca.wordpress.com/2010/04/07/rodacanto/

https://pirisca.wordpress.com/2010/03/21/lua-cheia/

Forte abraço e Feliz Páscoa!
GRECCO

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