Camisa1


(por Rodrigo Borges Rodrigues)

PIRISCA GRECCO

Em meados dos anos oitenta, antes de se revelar e consagrar como um talentoso músico que orgulha Uruguaiana/RS, exibindo-a mundo afora para nosso regozijo, e receber nos mais diversos palcos desse mundo de magia, encanto e dificuldades que é o da arte, merecidos aplausos pelo seu talento, esse grande cara, semeador de amigos, cheio de simplicidade, amigo de todos, que já empunhou a Calhandra, troféu máximo da histórica e lendária Califórnia da Canção Nativa do Estado do Rio Grande do Sul, e que traz no DNA a marca de uma família de gênios da arte musicada, poética, escrita; arriscou-se como goleiro de um time que se formou para a disputa da XI OLIMPÍADA MARISTA – OLIMAR, que se realizou em Passo Fundo/RS, minha terra natal, time esse que tinha no comando técnico o Ir. Paulo Wildner, a quem – que naquele tempo teve o privilégio de viver a infância e adolescência no mítico Colégio Sant´ana, aqui em Uruguaiana/RS – todos conhecem.
Tenho uma foto tirada minutos antes de um jogo naquela olimpíada – que, aliás, para nós, se fez inesquecível – que olhava agora há pouco…
O goleirão em questão vestia preto, e, da direita para a esquerda, nela estava acompanhado pelo Dado Pessano, Cabeção, Jeninho, Rodrigo Borges Rodrigues, Guto Pombo, Peter (Píter), Osni, Cláudio Lacerda, Marcelo, Claudiomiro, Alex, Emaid e pelo Taíco Brum.
Não fosse minha presença “no elenco”, tínhamos um ótimo time de futebol! Mesmo assim, naquele ensolarado dia, perdemos para o time de Santa Maria/RS por 14 X 3 , embora o 13º gol tivesse sido em flagrante impedimento!!!
Sem saber, entretanto, ganhávamos, para sempre, esse intérprete, músico, compositor de qualidade singular, além de amizades para toda a vida que viria pela frente.
Esse Pirisca Grecco que hoje passeia pelo Facebook em lindas fotos que tem cara de época, artísticas; o Pirisca da Comparsa Elétrica e que da figura do violão se faz um ser indissociável; tão próximo – não ao acaso! – dos gênios que nos presentearam com aquela obra de arte musicada chamada “Guri”, um verdadeiro hino da Califórnia da Canção Nativa do Estado; não teve culpa em nenhum dos gols que nosso time de meninos franzinos acabou levando naquela Olimpíada…
Mas não lhe importa. Dividiu com a gente, na infância ou na adolescência daqueles que formavam o grupo, todo o dissabor do resultado. Naquele tempo, em que já três décadas nos separam, não era elétrica sua comparsa. Mas já era amigo, camarada, cúmplice, o nosso goleiro!

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